(Eu continuo)
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- Você é minha vida! - Diz ele.
No ponto crucial de uma existência - quando a existência é pela qual resumida a presença do outro - me ocorre a pergunta derradeira: "Conseguirei, eu, não ser a vida alheia?"
O fato de acreditar, está tão bifurcado quanto a minha decisão. Se não acredito, talvez continue sendo o desejo deste que me faz descrente. Se acredito, trago de volta o poder de ter minha vida ao meu alcance.
O que me faz duvidar talvez seja a dor. O medo do desprendimento. Talvez seja como um parto trazendo consigo um sofrimento insuportável - que tive tanto medo que não me dei ao luxo de sentir e talvez hoje fosse mais forte - e quando nasce, apesar dos contratempos, a única lembrança é a alegria. Talvez seja pior, pois o tempo que traz a alegria seja mais longo. Ou pior ainda seja o pensamento duvidoso, que me faz continuar descrente neste ciclo obsessivo.
A aparição
Há 6 anos
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