segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Depressão = Fossa

Essa vida chateia,
enche o saco...
Passa tempo, passa vontade,
joga tudo fora e dorme,
dorme infinito, até o cu fazer bico,
e acorda pra vida!!!

sábado, 18 de outubro de 2008

Buraco de minhoca

O melhor que se pôde encontrar foi uma partícula de terra.
Habitada por um zunido solitário,
abaixo de 10Hz penetra o tímpano...

É possível sentir o cheiro do braço materno.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

E se antes...
Eu não quis acreditar, não chorei tanto e ainda não tinha pensado.
E se antes...
Minhas lagrimas lavam o chão, não consigo sorrir, não consigo dormir e não me engano.
E se antes...
Antes por sinal... Antes eu tentava.
Se antes eu conseguia dormir...
E se antes realidade?
Antigamente realidade? Reaigamente Antilidade.

Acorda
de repente
e frente a frente
com o passado se depara.
O gosto, o gozo e nunca.

Nunca vai ser fácil.

A dor
cai na vida
e na morte
a palavra como esquecimento.
Partir, aderir e surgir.

A vontade fica.
E se antes...
Eu não quis acreditar, não chorei tanto e ainda não tinha pensado.
E se antes...
Minhas lagrimas lavam o chão, não consigo sorrir, não consigo dormir e não me engano.
E se antes...
Antes por sinal... Antes eu tentava.
Se antes eu conseguia dormir...
E se antes realidade?
Antigamente realidade? Reaigamente Antilidade.

Acorda
de repente
e frente a frente
com o passado se depara.
O gosto, o gozo e nunca.

Nunca vai ser fácil.

A dor
cai na vida
e na morte
a palavra como esquecimento.
Partir, aderir e surgir.

A vontade fica.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gengibre deglutido

De novo aquela voz de quase gripe enrustida. O relógio reluzia a felicidade do adeus e eu ali – falando quase grosso, quase fino – não vendo a hora, desejando profundamente a hora de me mandar. E não passa. A manhã parece que gosta de tomar banho com café e leite. Lenta, que enche o saco e não termina. O telefone, a caneta, a toalha de anotações, a xícara grande (um cocho matinal) e eu - ali.
Já não dava pra imaginar o analgésico. Febre, eu não sei se tinha. O relógio queimava minha retina, estapeava minha impotência proletária, espancava a minha cara de “não sei se fico – se pudesse, não ficava”. E eu...
O meio do dia é um meio extraordinário de falir as esperanças, enfim. Eis que a manhã morre. E vem a tarde, e vem a noite, e vem a madrugada. E vem dois anos depois da semana que repousei, de amídalas inflamadas.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Baratas voadoras.

- Sim! As baratas são parte de uma organização inteligente-super-secreta, localizada logo ali em Plutão.
- Cale-se, amigo! Esquece que os ouvidos ao redor não estão preparados para tal informação?
- Ouvidos? Que ouvidos?
- Aqueles todos, politicamente corretos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

E pensei

realmente em voltar,
mas não dá.


eu tenho muita preguiça.
Gosto de tudo que é etéreo,
de tudo que é de ninguém:

Sono borrifado no ar,



Um barulho que rompe,





Mil feras invisíveis...

RUA

Rua, infeliz. Não diz nada e não vai a lugar nenhum.
Nua, caminha andarilha. Pobre, aos farrapos, tem postura de madame.
Pisada como sempre e como nunca, é usada e descartada como nada.
Como lixo. Coma lixo!
Pensa ter dinheiro (ou espera que os outros pensem). É ofuscada pela luz alheia.
À noite, quando lava a maquiagem e despensa pompas, seus amantes Postes, lhe fazem cenário à suas orgias e pagam com resquícios de luz amarelo-acinzentada.
Um trocado, uma moeda.
Coitada da Rua.
Puta, corrompida, usada, maltratada, mal lavada.
Puta mal paga.
O Mal paga, mas sabe que sua vida sempre será assim.
A ti só sobra pena. A minha e das pessoas que lhe julgam e vão lhe condenar.
Sim... As pessoas vão lhe condenar por este ser repulsivo que és.
Sob um breve suspiro e tentando sua defesa, Rua diz:
- Mudarei de nome e tentarei ser digna.
Mal sabe! A pobre continuará sendo a mesma:
Rua.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O homem que se chamava Vidro

Ele não sabia. Era convicto, forte, belo... Independente. Quando criança tinha uma mania estranha: Vidro gostava de pregar pregos. Assim tinha idéias. Todos os dias pegava seu martelo, pedaços de metal enferrujado e um pedaço da vítima. Carregava-os como um empresário carrega o segundo cérebro ao escritório. O destino era o mesmo. Uma casa velha no fundo do quintal, de tinta comida e madeira podre era sua companhia, sentava-se bem em frente a ela, sozinho. Sim! Sabia que não era igual aos outros. Não era deficiente físico, nem alto, nem retardado, era pior! Inventor. Evitado e mal entendido, praticar atos insanos tornou-se tarefa solitária. Era uma sensação estranha. A cada batida sentia a frágil solidez da madeira ceder, perdia-se. Passou grande parte de sua infância entorpecido nessa tarefa. O dia em que Vidro não martelou, cresceu. Homem feito, bem sucedido... Jovem. Agora ainda tem mania estranha. Agora Vidro brinca, de corromper pessoas.

Créditos

Criado e desenvolvido por:

Eliana Bertol Rosa

Rafaela Locatelli

Rhayana Cordeiro

Patrícia Galelli