De novo aquela voz de quase gripe enrustida. O relógio reluzia a felicidade do adeus e eu ali – falando quase grosso, quase fino – não vendo a hora, desejando profundamente a hora de me mandar. E não passa. A manhã parece que gosta de tomar banho com café e leite. Lenta, que enche o saco e não termina. O telefone, a caneta, a toalha de anotações, a xícara grande (um cocho matinal) e eu - ali.
Já não dava pra imaginar o analgésico. Febre, eu não sei se tinha. O relógio queimava minha retina, estapeava minha impotência proletária, espancava a minha cara de “não sei se fico – se pudesse, não ficava”. E eu...
O meio do dia é um meio extraordinário de falir as esperanças, enfim. Eis que a manhã morre. E vem a tarde, e vem a noite, e vem a madrugada. E vem dois anos depois da semana que repousei, de amídalas inflamadas.