Sabe, acho graça quando acontece de abrir a janela e ver a chuva.
Porque, acontece que aqui não chove. É morno, sem graça e sem vontade. Talvez até hilário.
Parece que a Terra - e não a terra - castiga quem não tem perspectiva. E sobre isso:
"Me dê uma perspectiva! - Diz ela - Uma perspectiva que valha a pena pra não ter que morar no litoral de Santa Catarina".
Penso sim, no veneno que corrói as conexões neurais. Se assim se pode chamar.
E por quê? Ao pensar no neural, pensamos em um mundo quase paralelo que permeia nossa "vista panorâmica" da realidade.
Porém, por que não pensar nas várias faces que cercam aqueles que nos apetecem? As vezes pegamos emprestado vestígios que talvez nos dêem uma perspectiva diferente.
Eliana que me diga...
Talvez... Ainda TALVEZ!
A melhor perspectiva seja olhar o que o corpo fala e deseja. Pra assim acalmar o desejo da alma e fazê-la não avançar, nem tão voraz, nem tão sem fome: de vida.
E aqui, ninguém melhor que Rhayana pra dizer.
Mas pensei, porquê não perguntar a ti, Patrícia?
Com as frases densas e entrelaçadas, mas tão, tão bem escritas, que acompanham - e ao mesmo tempo NãO! - o teu pensamento. Tem tanta coisa pra passar e um pedaço de tempo/espaço tão pequeno que nem cabe na mão e que as vezes me dá pena. Lembra de mim mesmo tentanto desenterrar tudo o que não quero que morra no vazio. Tudo o que ACREDITO e que de certa forma, quando falta a opinião do corpo, parece que vai afundar com a sua ausência.
Além do "Oi, meninas - faz tempo mesmo!", pergunto as três: "Onde está a perspectiva? - Pois pra mim estamos tão juntas."
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Acrescento em uma nota de rodapé que a saudade existe e é para mim, no mínimo, alegre por ter vocês tão juntas.
A aparição
Há 6 anos