quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pensando sobre tais

Sabe, acho graça quando acontece de abrir a janela e ver a chuva.
Porque, acontece que aqui não chove. É morno, sem graça e sem vontade. Talvez até hilário.
Parece que a Terra - e não a terra - castiga quem não tem perspectiva. E sobre isso:
"Me dê uma perspectiva! - Diz ela - Uma perspectiva que valha a pena pra não ter que morar no litoral de Santa Catarina".
Penso sim, no veneno que corrói as conexões neurais. Se assim se pode chamar.
E por quê? Ao pensar no neural, pensamos em um mundo quase paralelo que permeia nossa "vista panorâmica" da realidade.
Porém, por que não pensar nas várias faces que cercam aqueles que nos apetecem? As vezes pegamos emprestado vestígios que talvez nos dêem uma perspectiva diferente.
Eliana que me diga...
Talvez... Ainda TALVEZ!
A melhor perspectiva seja olhar o que o corpo fala e deseja. Pra assim acalmar o desejo da alma e fazê-la não avançar, nem tão voraz, nem tão sem fome: de vida.
E aqui, ninguém melhor que Rhayana pra dizer.
Mas pensei, porquê não perguntar a ti, Patrícia?
Com as frases densas e entrelaçadas, mas tão, tão bem escritas, que acompanham - e ao mesmo tempo NãO! - o teu pensamento. Tem tanta coisa pra passar e um pedaço de tempo/espaço tão pequeno que nem cabe na mão e que as vezes me dá pena. Lembra de mim mesmo tentanto desenterrar tudo o que não quero que morra no vazio. Tudo o que ACREDITO e que de certa forma, quando falta a opinião do corpo, parece que vai afundar com a sua ausência.
Além do "Oi, meninas - faz tempo mesmo!", pergunto as três: "Onde está a perspectiva? - Pois pra mim estamos tão juntas."
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Acrescento em uma nota de rodapé que a saudade existe e é para mim, no mínimo, alegre por ter vocês tão juntas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sobre tais

Escrevi ‘desconjuntura’ por causa da dor nas costas. E ela existe. Não tanto quanto já, mais sombria agora que estou desempregada. Desde que inserida, a palma pôde só com menos de três quilos.

Que a Eliana deixa vestígios, destes que apetecem -
À Rhayana, pesa um alfinete feito dor que vem do tombo de um objeto qualquer no dedo pequeno do pé (e a gente lembra que ele existe),
a Ra, um depósito de veneno fecunda as ligações neurais, sabe...
que medo que dá, escrever ‘neurais’.
- Belisco pra dizer um ‘oi, meninas – há tanto tempo!’.

O Adalberto morreu faz dois anos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Labuta



A vida padece de pensamentos duros e moles, os quais sempre pegam em nossos pés até nos colocarem em um tijolo de cimento maciço. A partir daí temos duas saídas:
Ou arrumamos algum tipo de martelo e nos colocamos a trabalhar;
Ou nos afundamos num mar negro de pessimismo e infelicidade.


R.L.